“A gente só precisa de Google Analytics.”
Eu acho essa uma boa hipótese de partida. Uma equipe pequena tem motivos para reduzir ferramentas, integrações e contas. Só tomaria cuidado para a frase não virar uma forma de encerrar perguntas que ainda não foram respondidas.
Para mim, uma stack simples é aquela que a equipe consegue operar e explicar. Não necessariamente aquela com o menor número de logotipos.
O que significa precisar apenas de uma ferramenta?
Eu começaria escrevendo três perguntas do negócio. De onde chegam as pessoas? Em que ponto deixam de avançar? Quais origens conseguimos associar ao início da jornada? Depois, ligaria cada pergunta a um evento, a uma definição e a alguém responsável pela qualidade da resposta.
Se esse trabalho não foi feito, uma nova plataforma pode só multiplicar a desorganização. E ficar na plataforma atual não resolve a ausência de definição.
O Google oferece exportação dos eventos do Analytics para o BigQuery, onde podem ser consultados e combinados com outros dados. Isso abre possibilidades, mas também introduz trabalho de modelagem e operação; existem limites e custos a considerar. Exportar não significa obter automaticamente uma explicação para toda divergência. BigQuery Export.
Antes da próxima compra, um exercício
Eu escolheria uma pergunta que esteja gerando discussão no time. Não “precisamos de uma visão completa”, mas algo concreto: conseguimos explicar a origem das novas instalações reconhecidas neste período?
Em seguida, pediria uma tabela pequena: o que foi observado, o que foi inferido e o que continuou sem resposta. Esse último grupo precisa aparecer. Se ele desaparece porque alguém completou as lacunas com uma suposição, a resposta ficou mais bonita e menos útil.
Também colocaria na conta as horas gastas toda semana para manter a análise. Uma solução que parece gratuita pode exigir bastante trabalho; uma solução paga pode não reduzir esse trabalho. Eu não decidiria nenhuma das duas coisas olhando apenas para a mensalidade.
O lugar de uma nova camada
Minha hipótese para o Bridgee é complementar o que a equipe já usa quando houver uma lacuna concreta na identificação de instalações e canais. Não pedir que ela abandone todo o contexto acumulado para começar de novo.
Isso cria uma exigência saudável para nós: explicar qual pergunta adicional o produto resolve, com que evidência e com qual esforço de integração. Se não conseguimos mostrar isso, ainda falta clareza na proposta.
Então, sim: talvez vocês só precisem de Google Analytics. O importante é que essa conclusão venha de uma operação testada. Eu prefiro uma escolha simples que conseguimos defender a uma arquitetura sofisticada que ninguém sabe por que montou.